Por: Thiago Damasceno
Através da prática esportiva da capoeira, voluntários promovem esperança de um futuro melhor para crianças e adolescentes. O professor de capoeira e vigilante, Marilio Emanuel Felix da Silva,(26), conhecido popularmente como “Pernalonga,” aplica aulas na comunidade.
Nas suas folgas, o professor Marilio reúne capoeiristas para aprender a prática do esporte. O grupo ‘Mandinga de Escravos’ tem cerca de 80 alunos. As aulas são realizadas no Espaço Recreativo Esperança, três vezes por semana. Os participantes são divididos em dois horários: das 18h ás 19h30 e 19h45 ás 21h30.
João Paulo Simplício,(8), conhecido por “Pitoco” está na primeira corda, fala com entusiasmo como um dos integrantes. “Gosto muito de participar da roda, quando crescer quero ser um mestre.” Já Lucas Batista,(16), chamado também de “Baqueta”, 2 anos no grupo e na terceira corda, mostra a importância do esporte na sua vida. “A capoeira me ensina defesa pessoal, ginga, dança e me dar ocupação.”
A instrutora Mirtes Priscila Marinho Farias,(23), conhecida no bairro por “Sinhá”, desde os 7 anos faz capoeira e está na oitava corda. Afirma que é emocionante ver vidas transformadas. “Muitos adolescentes após integração com o grupo, abandonaram literalmente as drogas.” Afirmou a instrutora. Depoimentos como estes alegram o professor, aumentando a sua dedicação em continuar. ”Fico feliz em poder ajudá-los. É o objetivo maior.”
O Espaço Esperança pertence ao projeto Núcleo Espírita Cristão Deus é amor. A diretora Maria do Carmo Barbosa, 62, administradora do espaço, relata sua alegria em ser colaboradora desta ação voluntária. “Há 35 anos que faço parte deste projeto, poder contribuir para o crescimento humano desses jovens é muito gratificante. É a minha vida.” Relatou a diretora.
Além da capoeira no Espaço Recreativo Esperança acontece outras atividades como; aulas de dança, aulas didáticas, momentos espirituais entre outras atividades. Esse espaço esta aberto para quem quiser ser voluntário.