Por Fillipe Maia
Dados da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (INFRAERO) confirmam que o movimento de passageiros nos aeroportos brasileiros aumentou 23,7%, nos dois primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2009. O crescimento foi maior nos voos domésticos, que tiveram alta de 25%, já os internacionais o percentual foi de 13,4%.
Em Natal, o primeiro trimestre de 2011 apresentou crescimento de 14,65% no movimento de embarque e desembarque no principal aeroporto do estado, o Aeroporto Internacional Augusto Severo. Esse aumento dos índices em voos domésticos representa um desenvolvimento no turismo potiguar, que tem atraído visitantes de diversas áreas do país.
No entanto, após o Governo Federal reconhecer que é incapaz de continuar sozinho as obras de ampliação dos aeroportos brasileiros antes da Copa do Mundo de 2014, e anunciar a concessão dos terminais à iniciativa privada, os riscos de queda no movimento aeroportuário tendem a acontecer.
Após privatizados, os aeroportos passarão a cobrar mais caro por seus serviços ao usuário. A estimativa é de que haja um aumento de 30% a 100% nos valores cobrados aos consumidores o que, segundo a população, tende a prejudicar o turismo no estado. “Há cerca de 10 anos atrás não era normal escutar cidadãos comuns com renda média de 3 salários mínimos, comentarem que haviam feito em torno de quatro viagens de avião num ano. De 4 anos para cá, isso mudou e tornou-se muito comum viajar para cidades próximas, como de Natal a Recife. Não sei se a partir de agora valerá a pena”, disse o contador, Roberto Aguiar, 54 anos.Até a Copa de 2014, a cidade terá o novo aeroporto em São Gonçalo do Amarante – região metropolitana de Natal – que comportará um maior número de usuários. O aeroporto que promete ser um dos maiores da América Latina será feito no sistema de Parceria Público Privada (PPP). Rodrigo Cintra, Secretário de Esporte e Lazer do Município, está animado com o empreendimento e acredita que o novo terminal, que promete ser bastante amplo, trará benefícios para a cidade devido à proximidade com a Europa, o que pode facilita a entrada dos voos que chegam ao Brasil. “Será uma verdadeira porta de entrada para a Europa, já que temos uma localização estratégica muito boa por sermos a cidade mais próxima do continente europeu”, disse.
Rodrigo acredita que os benefícios turísticos para Natal com a Copa serão enormes. Segundo ele, a cidade já está acostumada a receber um grande número de visitantes, como é o exemplo do Carnatal – carnaval fora de época local – no qual a capital recebe cerca de 200 mil pessoas em uma semana. Para ele, um novo e amplo aeroporto só trará vantagens para o turismo, visto que a região já possui um serviço de hotelaria firme que oferece serviços de qualidade para visitantes durante todo o ano e uma privatização no aeroporto não afetaria esse tipo de atividade.
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