domingo, 29 de maio de 2011

Rescisão do contrato com ITCI prejudica atendimento aos pacientes com dengue

Por Nara Rodrigues
No último dia 11, o secretário de saúde, o quinto da gestão Micarla de Souza,  pediu demissão após quebra do contrato de R$ 8 milhões entre a Prefeitura Municipal de Natal e o Instituto de Tecnologia, Capacitação e Integração Social (ITCI), que objetivava controlar a epidemia dos casos de dengue na capital.
Além da criação e do funcionamento do Centro de Hidratação, instalado na Cidade da Esperança, o instituto ficaria responsável pelo mapeamento dos casos de dengue e possíveis focos na cidade, bem como a elaboração de material gráfico informativo e pelo reforço no trabalho de combate aos focos. Mas, segundo a Prefeitura, o contrato foi rescindido porque o ITCI não estava cumprindo com todas as cláusulas firmadas no contrato.
No entanto, com o fim do contrato, a população tem sofrido as consequências, enfrentando horas em filas de hospitais como o Giselda Trigueiro e Hospital dos Pescadores, em busca de atendimento. Além disso, os métodos adotados pela gestão para combater a epidemia que se instalou na cidade não têm sido efetivos.
Esta semana, a Secretaria Estadual de Saúde pública (Sesap) divulgou o número de casos notificados, 3.171 só na capital.  A dona de casa Maria do Carmo, residente no bairro do Alecrim – um dos principais pontos afetados pela epidemia - diz não estar satisfeita com o trabalho de combate ao mosquito. “Os agentes até são frequentes, mas os carros fumacê passam de madrugada, horário em que as portas de todo mundo está fechada”, ressalta a dona de casa.
No dia 12 de maio, a ex-secretária adjunta da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Maria do Perpétuo do Socorro Lima Nogueira, assumiu oficialmente a pasta e já teve cobranças da prefeita em manter os projetos já iniciados. Ou seja, o projeto ‘Natal conta a dengue’, desenvolvido pela Prefeitura do Natal para atuações corretivas e preventivas.  A secretária foi procurada diversas vezes pela nossa equipe para falar sobre as medidas que estão sendo tomadas, mas o gabinete da SMS informou que ela não estará disponível nos próximos 15 dias devido as suas tarefas políticas.

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