Por Lídia Nascimento
Segundo um estudo divulgado em 4 de maio de 2011, pela IPC Marketing Editora, o consumo dos norte-rio-grandendes deverá atingir R$ 28,591 bilhões neste ano, a empresa divulgou que este percentual é cerca de 10,96% acima do que o que fora registrado no ano passado. Ou seja, para cada R$ 100 reais gastos dentro do país, aproximadamente R$ 1,65 será de responsabilidade da população norte-rio-grandense.
Para Alberto Morais, formado em Administração pela UFRN, a abertura de crédito para a classe C, aquece bastante o mercado potiguar, pois pessoas que, até pouco tempo, não tinham oportunidades de comprar diversas coisas, estão conseguindo entrar no mercado devido ao crédito com prazos longos que as lojas atualmente estão oferecendo. “Um projeto que é bastante favorável ao consumidor e que já foi aprovado pela Câmara de Deputados é a criação do Cadastro Positivo. Este banco de dados permitirá a abertura de crédito para a população que ainda é excluída por motivos simples como não possuir carteira assinada. Com a ‘ficha limpa’, as pessoas pararam a consumir mais, pois ele ainda prevê a diminuição de juros para quem está, por exemplo, em dias com suas contas de água e luz”, completou Morais.
A abertura desses tipos de créditos permite que o consumidor passe a gastar mais com coisas menos necessárias, como alimentação e gastem mais com vestuário, calçados, cosméticos, viagens, eletrônicos e móveis, por exemplo.
“Acredito que os maiores gastos dos potiguares ainda serão com os impostos e despesas com a casa como, por exemplo, água, luz e telefone”, disse Márcia Campos, formada em Economia pela UFRN. Impostos e taxas são fatores que consomem muito dinheiro das pessoas que vivem na Zona Sul da capital potiguar, pois lá estão localizados os impostos mais caros, como em Capim Macio, um bairro que é um dos líderes em impostos com moradia mais caros, como o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).
O consumo de alimentação fora do lar também está incluso na lista das principais despesas e com isso o ramo alimentício vem crescendo bastante, trazendo novos restaurantes para toda capital, como acontece na Roberto Freire, que a cada bimestre ganha novos bares e restaurantes. Gastos com transportes e veículos também estão crescendo bastante, o que vem gerando vários engarrafamentos na cidade, pois com incentivos como a redução de impostos no passado, fizeram com que os potiguares conseguissem adquirir carros novos e hoje a manutenção está como um grande fator de consumo.
Uma surpresa para os empresários é que Natal – apesar de continuar liderando o ranking estadual – terá uma participação menos com relação aos anos anteriores, pois dentre as cinco cidades apontadas no estudo, apenas a capital recuou. “Apesar de muitos não acreditarem, este é um fator positivo para o estado, pois com esta descentralização podemos obter mais dinheiro girando em torno do estado, porque apesar da capital recuar neste momento, outras cidades crescerão e aumentará a quantidade de dinheiro para o estado como um todo. Espalhando o dinheiro pelo estado e tirando o foco da capital por algum tempo, melhorará a qualidade de vida daqueles que vivem nos municípios menores e nas cidades circunvizinhas das que estão em fase de crescimento”, disse Márcia.
O estudo revelou também que há uma tendência à descentralização do poder econômico do país e que este fenômeno não aconteceu apenas em Natal, mas em outras regiões do país. Em 2010, a participação foi de 34,5% e neste ano estima-se que será de 32,7%. “Acredito que esta descentralização também ocorre devido às indústrias que saíram das grandes capitais e agora estão nas cidades vizinhas, consideradas como região metropolitana”, completa Alberto.
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